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Sibilar


Acho esse post mais inofensivo do que as cenas dos casais da Malhação, mas ainda assim, para a tranquilidade da minha consciência, não recomendo a leitura se você tem menos de 12 anos. Espero que gostem e comentem, é bom ler coment em e-mail e no msn, mas dá dó de ver o blog sem comentários... Se odiarem, comentem também.
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"Open your eyes and see me
tell me its not too late
whisper to me of a sad song
weighing us down in shame ...”


Os murmúrios interromperam aquele ritmo musical que hipnotizava sua mente nos últimos minutos. Demorou até perceber que a demonstração de prazer saía de seus próprios lábios. Abriu os olhos.

Identificou o teto, a iluminação, os quadros. A carícia em seu ventre a fez cerrar os olhos involuntariamente e fechou a boca silenciando o novo arfar que se formava.

“... and with every kiss i resented you
because your feelings never got in the way”


A música insistia em voltar a sua mente dissolvendo seu raciocínio. Era a música do clipe que passava na TV quando ela chegou ao local, quando perguntara sobre a garota. Há quanto tempo variava entre o deleite das carícias e aquela trilha sonora mental?

“maybe just one more dance
cuz thats as close as we're gettin to a true romance”


Dedos frios exploravam delicadamente sua camisa, acompanhando a língua que descia cada vez mais para a região do ventre. Ela abriu novamente os olhos púrpura e dessa vez perseverou, conseguiu mantê-los abertos tempo suficiente para mirar no responsável pelo arrepio que lhe percorria o corpo. Os fios avermelhados roçavam na parte desnuda da camisa entreaberta e a impediam de ver exatamente o que ele fazia, aonde ele investiria as próximas lambidas que provocaram todos os gemidos anteriores. Sentiu uma mordiscadela em seu umbigo e espontâneamente moveu as mãos para impedi-lo de continuar, porém rapidamente seus pulsos foram agarrados pelas mãos possessivas da figura masculina. Como duas algemas de gelo, os dedos frios mantiveram seus braços rente a cama. A criatura levantou a cabeça fitando-a com olhos quase cerrados e repletos de malícia. Desafiava-a.

Ela lhe dissera que nunca cederia ao sibilar doce que insistentemente ele usava desde que a conhecera. Porém, agora, observando-o lamber vagarosamente a pele próxima à calça jeans, a única sentença que se formou em seus lábios foi:

- Ashtaroth... - o tom repreensivo que ela sempre usava ao falar o nome se perdeu no sussurrar de sua respiração trêmula. Aquele substantivo soara um pedido inseguro. Ele sorriu com a autorização e roçou os caninos pretuberantes em seu umbigo antes de voltar a lambê-lo.

Ela se questionou como chegara até ali... O que viera mesmo antes das sentenças musicais enevoarem seu raciocínio? Não se lembrava e não se ateve a pensar nisso, pois estranhamente uma outra lembrança ocupara sua mente enquanto encarava o dono daqueles cachos avermelhados.

Disseram-lhe que os demônios nunca a deixariam e, ironicamente, aqui estava ela, brincando com um. Sem nenhuma culpa.

- Não, Fais. Repleta de culpa, sempre cheia de remorsos ... – ele sibilou aproximando-se de seu rosto e deixando claro que, sem hesitação, invadia seus pensamentos. Quase encostou os lábios nos seus quando uma batida na porta rompeu o silêncio do quarto.

O vampiro ignorou a voz adolescente que o chamava e a beijou intensamente. Ela correspondeu com a mesma avidez, se surpreendendo por sentir a excitação crescer. Nunca pensara que teriam química a ponto de deixá-la assim com o corpo tão entorpecido. Veja, Fais não era hipócrita ao ponto de negar que ele era belo e provalvemente a criatura mais sensual que conhecera, nunca o negou, mas não cogitava que seu corpo levasse os flertes a sério.

Ashtaroth cravou os dentes em seu lábio inferior. A mordida foi leve, mas com força suficiente para furar a carne. A garota fez um breve som de protesto ao provar o gosto de sangue, contudo sentiu um prazer egocêntrico por vê-lo tão dedicado a sugar aquela pequena fonte.

Ele voltou a beijá-la intensamente, chupando e lambendo os lábios ensanguentados enquanto a humana mantinha os olhos abertos, admirando aquela expressão que nunca vira antes no rosto do imortal. Toda a malícia de seu rosto fora substituída por deleite. Ashtaroth desfez a expressão quando novamente uma voz ecoou pelo quarto, chamando-o. Xingando, limpou os lábios ensanguentados e foi até a porta abandonando-a deitada na cama.

Fais se sentou, pressionando os lábios enrubrecidos tentando estancar o sangue sem que sujasse a camisa entreaberta. Manteve-se de costas para a porta, mesmo sabendo que era inútil disfarçar o que estava acontecendo, caso o adolescente resolvesse espiar, reconheceria seu cabelo anormalmente branco (e adivinharia porque ele estava tão amarrotado quanto os lençóis da cama). A situação era óbvia e exatamente por isso era desnecessário ver a expressão surpresa do afilhado de Ashtaroth.

A carne mordida parara de sangrar, mas começava a inchar. Provavelmente a face surpresa de Remmy se assemelhava muito a sua agora enquanto pensava, confusa, em como chegara até aquele ponto com o vampiro.

Lembrava-se do clipe e da conversa desagradável sobre o sequestro da filha de Hans. Como começou a sucessão de carícias ela não se lembrava. Levantou e passou a abotoar os botões da camisa, decidida a ir embora, quando ouviu o som da porta se fechando e no segundo seguinte o vampiro a impediu de fechar o último botão:

- Nós não terminamos. Ele não vai mais incomodar- segurava suas mãos por trás, mantendo o peitoral frio rente às suas costas. Levou a mão ao seu queixo obrigando-a a encará-lo. Novamente o belo rosto repleto de malícia – É muito cedo para você ir.

E beijou seus lábios doloridos. Mantinha o corpo friccionado ao seu agarrando seus ombros e quadris. A medida que a virava para ficarem frente a frente, ela teve um dejá vu.

Ah, sim, foi assim que começou... lembrou e enlaçou seu pescoço cedendo aquele estranho beijo gélido.

11 comentários:

Anna disse...

:O
HELU VC ESCREVE TÃO BEM!
Adorei o texto. Amo textos assim, talvez seja minha fuga da meninisse.
Adorei, e ainda tem um belo vampiro e ele se passou aqui na minha cabeça agora com um que de Jack de Sons of Anarchy.
Enfim. Parabéns Helu.
E finalmente eu comentei no blog. Estou deixando de ser preguiçosa.

Prof. Vaz disse...

Excelente! Ousado! Parabéns!

Thiago disse...

Engraçado como esse conto fluiu melhor que os demais do Clair de Lune. Não sei se é porque a narrativa estava mais fluida, com menos detalhes desnecessários, afinal, a cena não era pra detalhes mesmo... hahaha!

Adoro também esses pequenos contos! Impressionante como o pouco que foi escrito tem tanto a oferecer. Vampiros são assim!!!! Pelo menos alguns deles... muito bom! Parabéns!

Thiago disse...

Ah, não terminei o raciocínio:
"Não sei se é porque a narrativa estava mais fluida, com menos detalhes desnecessários, afinal, a cena não era pra detalhes mesmo"

..ou porque a cena foi picante e dava vontade de ler cada vez mais!!

Lucas T. Costa disse...

Haha, quando eu digo que a Helu faz o Ash melhor do que eu mesmo o faço, ela ica de mimimi u.u ficou perfeito, mana! Inclusive a parte do Remmy inconveniente ahuahauha só não conheço essa musica, depois me mostre!!! :O

E vc sabe né? Sou suspeito de falar da Fais ♥ ela, junto com a Jack, moram no meu coração! *fulmina Eka* u.ù


Ficou excelente, mana, e esse final ficou tipo... "CONTINUA, VAI, PO!!!" *_*

Josiana Rezzardi disse...

Sensual pra caramba e super bem escrito, parabéns!

Guardiã disse...

Olá Boa Tarde!

Desculpe-me por usar esse espaço, mas não achei um contato.

Antes de mais nada, texto muito bom! Parabéns!

Meu nome é Rayane, faço parte da equipe de assessoramento de uma escritora de Goiânia
chamada Mônica Lopes de Mendonça, com pseudônimo de Monica Blue.

Ela é a única escritora de literatura fantástica do Centro-Oeste, muito embora, não seja somente esta
a ocupação dela. Além de escritora de literatura fantástica, ela cria outras histórias, poemas e poesias.

Nos próximos meses, ela lançará um livro chamado '' Último Trem para Casa", um romance que fala sobre a história de um casal que se encontra em épocas diferentes.

Tudo está no blog dela: www.monicablue.blogspot.com

No momento, estou procurando pessoas que estejam envolvidas no universo literário, e poético para ajudar e fazer parte da divulgação do trabalho dela.

Estamos com uma promoção para publicação de uma poesia neste próximo livro, além do vencedor ganhar um baú vitoriano, mais o livro autografado da autora.

A divulgação está no blog dela e dos fã-clubes:

www.monicablue.blogspot.com
www.anjoscaidosasaga.com
http://serieanjoscaidos.blogspot.com

Vamos fazer em Goiânia um baile de época para o lançamento, mas aqui em Brasília ainda estamos preparando algo para o lançamento.

Gostaria de pedir a parceria, onde divulgaríamos o banner de vocês nos respectivos sites de lançamento do livro.

Por favor, analisem a proposta e deem um retorno, pois o concurso é até o dia 30 deste mês.

Agradeço desde já a atenção,
Aguardo Retorno,

Grande Abraço
Rayane

Israel Hoffschneider Guedes disse...

Adivinha se pra escrever sacanagem a Helu não serve... u.u

HAUHAUAHUAHAU' brincadeiras a parte, cunhas, está muito bom! *-* Eu sinceramente não acho graça no Ash (eu estava esperando que uma parte do rosto dele apodrecesse e caísse em cima da Fais!!), mas eu gostei bastante!!!!

E please.. depois dessa cena, Remmy deve ter ido atrás do Hector pra fazer igual [?]

ENFIM, CONTINUE!!!

[јuṡτ] яuαṉ disse...

Um dia vou escrever bem assim hehe. meus parabéns, agora quero terminar de ler a Saga dos Dragões de Gelo ihhhaaaaa, novamente parabéns Helu, você escreve muuuiiitooooo!!!

Helu disse...

Hahaha, sumidos. Rael, mas da Fais você gosta? .geb. Eu espero que o Lucas a use em alguma pontinha da história do Remmy *_*! Ruan, valeu pelos comentários, cadê seus contos??!! Comente quando terminar o Dragões :).

Lucas T. Costa disse...

haha fizeram chat aqui ç.ç ah, usarei a fais sim, em um dos contos do remmy usarei u.u é uma promessa! *-*