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Dragões de Gelo - pt. IV [ Final ]


Continuação de: Dragões de Gelo - pt. III

Os olhos de Logan fitaram a mulher demoradamente. Tinha longos cabelos negros amarrados em uma trança que chegava à altura de sua cintura, os olhos eram de um castanho escuro, os lábios eram pálidos e contorciam-se em um sorriso desdenhoso. Tinha óbvia ascendência latina, talvez Hispânica, característica evidenciada principalmente pela cor bronzeada de sua pele. Mahalat, assumindo uma postura de pretensa displicência, retirou a espada do ombro e apoiou a ponta no chão, cravando-a no solo gélido do cemitério. Curvou, então, o corpo para frente, apoiando um dos cotovelos sobre o protetor da empunhadura da claymore. O sorriso se alargou.

- Você parece surpreso. Você está surpreso? – Perguntou. Falava rápido e sua voz era firme e alta, como o ressoar de um trovão. – Está surpreso, adorador de satanás, por eu ter descoberto o seu disfarce? A Inquisição jamais o aceitará, depois de descobrir o que você realmente é, e com quem você compactua... – Os olhos da mulher deslizaram rapidamente por Uriel e pelos Draugrs, e a repulsa que sentia ao vislumbrar tais criaturas era evidente. – O meu Deus me disse que vocês estariam aqui. Ele me disse também para arrancar a sua cabeça, por ousar se passar por um seguidor de Sua Palavra...

- O seu Deus fala demais. – Pontuou Logan, rapidamente. – O meu não costuma ser tão tagarela, nem comigo, nem com os milhões de fiéis que o cultuam. – O Inquisidor readquirira uma parcela de sua coragem e agora dava alguns passos na direção da mulher. Conservava uma das mãos dentro do bolso das vestes, remexendo alguma coisa entre os dedos. – E como ele te diz as coisas? Através de espelhos de água?

- De sonhos. – Cuspiu ela, retirando rapidamente a espada do chão e apontando-a para o pescoço de Logan, alertando-o a não se aproximar mais. – Fique onde está, criatura execrável.

- Sonhos? E você ainda não se considera uma bruxa? Eu poderia citar pelo menos cem nomes, ao longo da história, de mulheres que possuíam tal dom. – O humano retirou um rosário de contas negras do bolso, enrolando-o no pulso enquanto continuava a falar: - Dezenas delas, eu conheci pessoalmente. Todas elas executadas pela Igreja, acusadas de feitiçaria e pacto com o demônio. O que faz de você superior àquelas pobres mulheres? Quem me garante que não é o diabo sussurrando um monte de asneiras nos seus ouvidos, hm?

- ORA, SEU... – A mulher bradou, alterada, brandindo a espada com agilidade ímpar, pronta para saltar sobre Logan e arrancar-lhe a cabeça com um só golpe. Ou parti-lo ao meio, pensou o Inquisidor, dando um passo hesitante para trás, porém conservando a face rígida e inexpressiva.

- Mahalat, já chega. – A voz do outro homem finalmente se fez ouvir. Seu semblante estava tão, ou mais compenetrado do que o do mago, que voltou os olhos para ele mais uma vez. Uriel, que até então permanecera calado, o examinou com desconfiança, aproximando-se rapidamente de Logan e dos Draugrs. O Templário havia esticado o braço na altura do peito da mulher, impedindo-a de continuar. Os dedos pareciam congelados em torno da bainha da espada. – Acalme-se, querida irmã. Não há necessidade para tamanha intransigência, apenas a Deus cabe o direito de julgar: temos que aceitar que tal criatura encare o seu dom desta maneira, e lamentar por sua alma apodrecida. Todavia, ainda não é chegada a hora de cumprir os desígnios de Nosso Senhor, por isso, abaixe a sua espada e deixe-me falar com eles.

A mulher, a contragosto, abaixou o braço que empunhava a arma no mesmo instante que os três dragões rugiam o mais alto que podiam, encarando a espada que o Templário carregava consigo. Analisando a empunhadura, Uriel alteou as sobrancelhas – o que amenizou levemente a sua expressão consternada - e exclamou surpreso: - Ora, você empunha uma espada pagã! Não é à toa que meus irmãos estão tão ouriçados. Você reconhece esta arma, Logan?

O mago, que não desviara os olhos dos de Mahalat, limitou-se a responder com a costumeira aspereza: - Não.

- De fato, o meu presente nem de longe faz justiça à sua espada, Cavaleiro. – A sombra de um sorriso perpassou seus lábios, e ele propositalmente expôs os caninos pontiagudos ao falar: - É por isso que você trouxe esta mulher? Por que você não pretende tirar uma vida esta noite?

O Templário franziu o cenho, dando dois passos para frente a fim de observar melhor a criatura que se dirigia a ele daquela maneira. Tinha cerca de quarenta anos e a pele era levemente corada, marcada por algumas rugas entre as sobrancelhas e perto dos olhos azuis. Os cabelos castanhos e curtos estavam penteados para trás, e a barba da mesma cor era densa e muito bem aparada.

- Não sei do que você está falando, criatura da escuridão. Esta lâmina foi forjada há muitos anos e, desde então, segue aos propósitos de Deus, ceifando a vida de criaturas que ousam se levantar contra a Sua Palavra. – Os Draugrs rugiram mais alto, arqueando o corpo para frente, prontos para saltarem sobre o homem, que limitou-se a continuar fitando o vampiro. – Porém, de fato, não tenciono derramar sangue desnecessariamente, por isso acho prudente que você ordene a essas bestas que se contenham, caso contrário não refrearei o meu punho... A justiça divina é célere e certeira para existências imundas como as suas.

- Eu não tenho domínio algum sobre eles. Teria, se você não tivesse aparecido feito o valor do meu objeto de barganha despencar. Agora eles querem o seu, e eu nada posso fazer para contê-los.

- Caso eles deem um passo adiante, suas cabeças rolarão aos nossos pés. A de vocês cinco. – Sentenciou o Cavaleiro Templário, os olhos faiscando perigosamente.

- Esteja à vontade para tentar. – Respondeu Uriel, com um gesto displicente com a mão. – Mas enquanto a nossa conversa ainda mantém-se minimamente civilizada, devo esclarecer que esta espada que você carrega é, sim, de origem pagã. Nórdica, na verdade. Eu o sei, por que já a vi antes, e existem lendas acerca dela. Sei que os anões a forjaram, a mando do rei Svafrlami, e que ela é incapaz de errar um alvo, que jamais enferruja, e que corta praticamente qualquer coisa com grande facilidade. E sei também o seu nome. – Declarou por fim, antes dos Draugrs explodirem mais uma vez em rosnados selvagens. Os três precipitaram-se para o Templário, cegos pela ganância: as palavras de Uriel pareceram reavivar suas memórias, e insuflar em seus músculos vigor e força inimagináveis.

As três criaturas saltaram sobre o Templário, que imediatamente desembainhou a lâmina – esta fulgurou em vermelho-sangue, antes de ser deitada sobre um dos monstros, que fora jogado longe, porém sem laceração alguma no corpo.

- Praticamente qualquer coisa. – Observou novamente o vampiro. – O problema de vocês, fanáticos de um Deus só, é que não se dão o trabalho de sequer estudar a cultura alheia. Você não vai conseguir feri-los com essa arma, humano.

- CALE-SE! – Explodiu novamente a mulher, pondo-se na frente do Cavaleiro Templário, a claymore apontada para Uriel. O vampiro revirou os olhos, bufou, e virou o rosto para Logan, protestando alto o suficiente para que ela o ouvisse: - Você não está se cansando dessa situação? Uma bruxa e um hipócrita, ambos a serviço do seu Deus. Podemos ir embora? Já temos o que viemos buscar...

- Eu preciso de tempo para fazer a... – O mago olhou para Mahalat, que em uma última explosão de fúria por ter sido chamada de bruxa, saltou sobre Uriel, pronta para parti-lo ao meio com a gigantesca espada de prata. O vampiro, agilmente, sacou a própria lâmina que carregava consigo e bloqueou o ataque com facilidade – ela, ainda no ar e às costas dele, arregalou os olhos. O vampiro girou o corpo rapidamente, e o pé atingiu em cheio o baixo ventre da guerreira, atirando-a alguns metros para trás. A mulher colidiu com uma lápide, o barulho de metal atritando com o mármore ecoou.

- Então faça logo. – Disse o loiro, saltando sobre a mulher com a espada em riste. O clangor das lâminas explodiu em seus ouvidos ao mesmo tempo em que as três criaturas irracionais saltavam sobre o Cavaleiro Templário para roubar-lhe a preciosa Tirfing. Uriel sorriu diante da expressão consternada da morena, os olhos azuis cravados em seu rosto que, aos poucos, retraía-se com a força que ela fazia para aparar o golpe do vampiro. A cada átimo de segundo o fio de Mistilteinn se aproximava mais e mais de seu pescoço, e a respiração de Mahalat tornava-se mais ofegante. – Veja pelo lado bom, pelo menos você morrerá como um mártir, e não executada pela Inquisição. Acredite, eles são bem mais cruéis do que eu.

A mulher engoliu em seco quando a espada estava prestes a tocá-la. Fechou os olhos, e os lábios trêmulos murmuraram desesperadamente: - Dios mío, ayúdame! – Um fio de sangue escorreu do pescoço de Mahalat quando a espada o tocou, todavia, antes que Uriel pudesse afundar a lâmina em sua carne, a arma da mulher fulgurou em branco e explodiu em uma rajada de luz ofuscante, fazendo o vampiro recuar. Ela, aproveitando a deixa, pôs-se rapidamente de pé e avançou sobre o imortal, que utilizou-se de sua agilidade vampírica para subir sobre um jazigo de pedra fora do campo de visão da mulher.

- Gracias a Dios... – Disse ela, tossindo e limpando o sangue com os dedos indicador e médio da mão livre. Logan, de olhos arregalados, observava a Guerreira, perguntando-se como ela podia ser tão ingênua de achar que o que ela fizera fora obra de Deus, e não dela própria. O mago lia rapidamente os escritos de seu pequeno livro, e na outra mão conservava dois pequenos frascos: um de água benta, e o outro com a névoa que condensara minutos atrás.

O Templário havia recuado alguns metros e ainda lutava com os três Draugrs, todavia, por mais que os golpeassem, seus corpos não sofriam dano aparente algum. Uma das bestas agarrou seu braço, as unhas transpassando a fina cota de malha que vestia por baixo da roupa e cravando-se em sua carne. O sangue escorreu, empoçando no chão por alguns segundos antes que o Templário conseguisse se virar e bater com o cabo da espada no rosto do Draugr, atordoando-o por um momento – o suficiente para que ele se livrasse de sua influência, no exato instante em que o outro já se recuperava do golpe anterior e também pulava sobre ele.

Uriel, ainda sobre o jazigo, observava a cena com interesse. Um fino sorriso adornando seus lábios, sorriso este que perdurou mesmo quando Mahalat já estava sobre ele novamente, a espada segura por ambas as mãos, desferindo um golpe com toda a força que seus braços conseguiam empregar. Embora fosse uma simples humana, Mahalat possuía magia, e também tivera um treinamento bélico rigoroso: ao que parecia, era a tenente da confraria de cavaleiros do Templário que acompanhava, o que fazia dela uma mulher de constituição no mínimo exemplar. – Ora, o que você acabou de fazer ali embaixo foi o que? – Perguntou o vampiro, aparando o golpe dela e investindo com um novo, na altura de seu peito. Mahalat, com o rosto compenetrado, não respondeu – os dentes rangiam, ferozes, e os olhos ardiam fanaticamente. Parecia que estava em transe, todos os seus golpes eram desferidos com uma força descomunal, certamente incomum para uma mulher humana. Posteriormente ela diria que era Deus guiando suas mãos.

Mahalat investiu rapidamente, manejando a espada de quase dois metros com destreza ímpar. Uriel recuava lentamente, aparando alguns golpes e evitando outros. Os berros guturais da mulher se mesclavam com os dos Dragões, que ao longe batalhavam com o Templário que, Uriel observou, ainda não tinha se apresentado. Aproveitando uma distração de Mahalat, o vampiro cravou a lâmina no peito de seu pé direito, agarrou um de seus punhos, conservando-o acima da cabeça, e aproximou-se rapidamente. Ela, sem poder se mexer, tentou recuar antes que ele, em um claro gesto de provocação, cravasse os dentes em seu pescoço exposto. Ela gritou.

Bebeu por alguns segundos, apreciando o sangue mágico da mulher. Certamente tinha o seu valor, embora não conseguisse entender o porque dos Ingenium serem tão fissurados nele. Tinha certeza que se Egor estivesse ali, não conseguiria fazer o que ele próprio fizera a seguir: recuou, sem abrir as arcadas, arrancando dolorosamente um bom pedaço de carne do pescoço da mulher. Esta, ainda apavorada, sequer se deu conta da mácula em seu corpo até que ele cuspisse aos seus pés a parcela ensanguentada que havia tirado dela. Mahalat, com os olhos cheios de lágrimas de ódio, dor e amargura, esbravejou: - DEMÔNIO! COMO OUSA?

- Isto é o que eu sou. Esta é a minha natureza. – Disse Uriel, arrancando a espada do pé da mulher e preparando-se para desferir o golpe final e arrancar-lhe a cabeça. As últimas palavras que Mahalat ouviria seriam: - Você deveria aceitar quem é, também. Mas não cabe a mim julgá-la pela sua atitude covarde... todavia, está em minhas mãos decidir se você vive ou morre. Você morre! - E deitou a lâmina...

...que cortou o vazio: uma nova figura surgiu da escuridão ao redor e arrebatou o corpo da mulher com imensa facilidade. Ela gritou novamente quando os ossos de sua coluna começaram a estalar sob a força descomunal do outro vampiro que a torcia com as próprias mãos. Egor, alguns metros adiante, banhado em sangue e com a expressão enfurecida, estava prestes a rasgar Mahalat no meio.

- ALDRIC!!! – Berrou ela, em meio a engasgos. A claymore caiu de sua mão, tilintando no solo de pedra do jazigo. O Templário olhou para ela, bradando seu nome no exato instante que os ossos da costela da mulher cediam e se partiam. Uriel não sabia ao certo o motivo do envolvimento de Egor na contenda, mas supôs que Mahalat e Aldric não fossem os únicos Cavaleiros na Islândia: talvez todo o restante do batalhão do Templário tivesse ido perturbar a paz tão apreciada pelo seu mestre, e aquilo, Uriel sabia, era motivo suficiente para deixa-lo naquele estado de fúria completa.

- Eles quebraram os seus instrumentos, não foi? – Perguntou o vampiro, contrariando toda a tensão da cena. Egor não respondeu. Aldric, apontando a espada para Mahalat e para o outro, berrou algumas palavras incompreensíveis e eis que para surpresa geral uma nova rajada de luz branca irrompeu de sua lâmina. Esta, porém, destruía tudo ao seu redor, fendendo o chão do cemitério e destruindo lápides e jazigos. Partiria Mahalat ao meio também, Uriel pensou, fazendo-o se questionar se o Templário fazia aquilo pela vida da subordinada ou simplesmente pela presença de mais um vampiro no local. No afã de purgar a Terra das “criaturas da escuridão”, os humanos acabavam tornando-se ainda mais bestiais do que os próprios vampiros.

Mas o golpe de Aldric não ceifou nenhuma existência, humana ou não-humana, pois antes que ele colimasse o seu objetivo, um novo evento se deu: Logan atirou o pequeno frasco de névoa no chão, liberando-a rapidamente, e sua voz explodiu ao mesmo tempo em que terminava de proferir o encantamento que os tiraria dali. Um novo clarão de luz aconteceu, ofuscando a todos, especialmente ao frenético Cavaleiro Templário que, quando conseguiu enxergar novamente, viu-se parado sozinho no meio do cemitério. Todos haviam desaparecido, inclusive Mahalat – que ele não tinha ideia se estava viva ou não.

Sua espada brilhava como ferro em brasa, sedenta por sangue. Uma vida teria de ser ceifada aquela noite para acalmá-la, pensava, virando-se em direção à saída do local semi-destruído.

7 comentários:

Heluiza Bragança disse...

Excelente início de nova "saga", hahahaha. Vê se isso é jeito de fechar o arco??!! MATANDO-NOS DE CURIOSIDADE PARA SABER O QUE ROLOU COM A MALAHAT!

Ela é minha personagem feminina favorita dos seus personagens. O discurso dela e o modo como afronta do Logan é demais. Aliás, excelentes diálogos durante todo o arco e esse último arrasou!!

Consigo imaginar perfeitamente Egor esmagando a mulher depois de ter sua casa destruída (L).

Próximo post do Uriel vai ser comigo, puta responsa pegar um personagem tão bem feito para escrever ;_;

Lucas T. Costa disse...

ahuahuah engraçado que os meus personagens mais populares são justamente os mais despretenciosos. Mahalat, Uriel, Charlotte... ahuaha mas é a vida :( um dia Sasha receberá o reconhecimento que merece (?)

Pobre Mahalat, nem sabe o que a espera :( mimimi...

Eu gostei bastante de fazer esse cap, embora por conta do bloqueio que tive por dois meses (!), muita coisa tenha mudado do planejamento original :( mas acontece...

HAHAHA Egor tão materialista! Eu adorei fazer essa participação super-berserk dele, sem falar nada, chegando e mostrando do que ele é capaz! Quebrou metade das costelas da pobre Mahalat hehehe

E pls, pare com isso, seu Uriel chutará a bunda do meu! Ò.ó como o seu Ash chuta!

Heluiza Bragança disse...

Acho que, principalmente, os dois são muito legais sozinhos, eles temn uma personalidade forte e funcionam bem individualmente(nem preciso falar do Orgulho Real, Uriel owna demais lá e tenho certeza que em um conto solo o Logan também ownaria...). Isso dá um charme especial para o contraste dos dois juntos, por terem interesses e ideias tão opostas e definidas...

E claro, os dois juntos são engraçados (L).

[јuṡτ] яuαṉ disse...

Que demais, adorei o texto, fiquei maravilhado com a batalha, parabéns, cena de filme hehe *-*'''

Ana Paula Lima disse...

Nossa!!! Muito bom...
Amei os personagens e todo enredo. Queria mais.
Parabéns!!!!!!!!

[јuṡτ] яuαṉ disse...

Fantástico. Eu agora relendo os comentários descobri que já havia lido esse Arco inteiro em 2010, mas não me lembrava do final. Acabei de lê-lo por completo novamente e me dei conta de como eu pude apreciar muito mais do que antes.

O vocabulário que antes eu achava confuso e difícil de entender agora é rebuscado e magnífico aos meus olhos. Ótima estória, essas descrições de luta foram ímpares. Os diálogos na casa do Egor, os detalhes dos lugares. Você escreve muito bem mesmo... Como disse pra Helu, não vejo a hora ver o livro de vocês estourando de sucesso, e claro, eu adquirindo um exemplar autografado u.u

Parabéns, sublime!

Por qual e-mail seu posso entrar em contato e conversarmos? O mesmo do blogger?

Lucas T. Costa disse...

Uia, muito obrigado, Ruan, realmente inesperado esse teu comentário hehehe *o* que bom que tu gostou, esse arco eu escrevi com bastante carinho especialmente pra Helu, já que ela gosta tanto do Uriel e o Egor é personagem dela hehe fico feliz por ter agradado!

Acho mais fácil tu me encontrar no face: https://www.facebook.com/horenhein e o e-mail é o rukasu.sama@gmail.com

Abraços! e aguarde mesmo o livro, que se Deus quiser logo logo ele sai, né mana? <3